quinta-feira, 18 de março de 2010
Poesias escolhidas
"Vou contar cá, do meu jeito,
uma história muito antiga,
muito feita de princesa,
história de rei, de rainha,
história toda encantada,
melada de bruxa e fada,
história tão recontada
que resolvi aumentar.
Quem conta um conto, aumenta,
um ponto mais, outro mais,
transforma, vira e inventa,
quem conta um conto
refaz."
"É uma introdução muito interessante para iniciar as mais distintas histórias." Fabiana Silva
Livro: Estatutos de um Novo Mundo para os Animais
Artigo 11
"A partir de agora
todos os animais
voltam a ter,
como nas fábulas,
o dom de falar
a qualqer hora
para poder contar
sua própria história."
"Escolhi este trecho devido ao fato de nos levar ao mundo imaginário e da fantasia e por falar de "contadores de história" Elisângela
Livro: Lua no brejo com novas trovas
Eu não sou daqui
"Eu não sou daqui,
ai morena.
Sou lá de fora,
ai morena.
Eu namoro um pouco,
ai morena,
e vou logo embora.
Eu não sou daqui,
ai loirinha.
Sou do Piauí,
ai loirinha.
Você vai chorar,
ai louirinha,
quando eu partir.
Eu não sou daqui,
ai mulatinha.
Eu sou do Paraná,
ai mulatinha.
O trem já me chama,
ai mulatinha,
eu já vou pra lá.
Eu não sou daqui,
ai pretinha.
Sou das Gerais,
ai pretinha.
Se me der amor,
ai pretinha,
eu não parto mais."
"Fala sobre as diferenças" Fátima
Livro: Linha Animada
"Fechada, me arredondando,
em circunferências me transformando"
"Limitada sou pequeno,
sou rebento,
sou segmento"
"Escolhi esta poesia pela complexidade das formas e como me identifico com a transfomação da linha no texto." Sara Reis
Estatutos de um Novo Mundo para os Animais
A partir de agora
todos os animais
voltam a ter,
como nas fábulas,
o dom de falar
a qualqer hora
para poder contar
sua própria história.
"Escolhi este trecho devido ao fato de nos levar ao mundo imaginário e da fantasia e por falar de "contadores de história" Professora Elisângela
quarta-feira, 10 de março de 2010
AVALIAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DO PROJETO CONTADORES DE HISTÓRIA
A avaliação desse projeto dar-se-á mediante registros (relatórios) no decorrer do processo e da realização das fases que compõe o mesmo, percebendo se há coerência entre as atividades propostas e os objetivos traçados e se esses objetivos foram alcançados, bem como as habilidades desenvolvidas e apresentadas tanto pelos alunos como pelos professores envolvidos.
Além disso, cada educador terá a Ficha do Professor onde terá que registrar e justificar a escolha e o trabalho desenvolvido por cada título trabalhado e cada aluno irá receber o que chamamos aqui de Cartão de Registro (em anexo) onde deverá ser contabilizada pelo professor a quantidade de livros lidos por cada aluno. Sendo assim, ao final da última fase deste projeto os três primeiros alunos em números de livros lidos receberão premiação. Todavia todos os alunos envolvidos receberão certificados de participação.
RECURSOS DOS PROJETO CONTADORES DE HISTÓRIA
Livros de literatura Infantil ( Clássicos e Contemporâneos )
Maleta de Ziraldo
Kit A Cor da Cultura
Ônibus (SMEC)
Teatro de Fantoches
AÇÕES DENTRO DO PROJETO CONTADORES DE HISTÓRIA
III. Visita à Biblioteca Central de Salvador.
IV. Hora do Intercâmbio entre escolas (de 15/09 a 17/10).
V. Hora do Intercâmbio II – entre CRE’s.
METODOLOGIA DO PROJETO CONTADORES DE HISTORIA
Antes do início da efetivação desse projeto, os professores serão orientados no intuito de utilizarem todo o acervo literário disponível na escola a exemplo da Maleta de Ziraldo, do Kit A Cor da Cultura, literaturas clássicas e contemporâneas que envolvam questões acerca da cultura africana e afro-brasileira, bem como a cultura indígena contemplando desta forma a Lei 11.645/08, entre outros, a fim de garantir aos alunos o acesso à diversidade textual. É imprescindível que cada professor contextualize a escolha do livro com a realidade da sua turma levando em consideração a faixa etária, a zona de interesse bem como a relevância do tema abordado por cada título.
O Projeto Contadores de História Etapa I (primeiro ano de implantação) será dividido em cinco fases, aqui chamadas de fase A, Fase B, fase C, D e fase E. Na primeira, o educador será o responsável por selecionar e contar histórias para os educandos. Na segunda, os educandos contam história para os colegas de sua sala de aula. Na terceira fase, os educandos irão contar histórias para alunos de outras salas em sua própria escola. Na quarta fase, os educandos farão um intercâmbio entre as Unidades Escolares participantes do projeto aonde irão realizar a contação de histórias e finalmente a quinta fase os alunos da CRE Subúrbio I das escolas participantes farão um intercâmbio com escolas da CRE Liberdade e CRE Cajazeiras que também desenvolvem este mesmo projeto.
Já na Etapa II (para as escolas que participaram no primeiro ano) irão contemplar todas as fases da primeira etapa, porém darão início ao Projeto realizando o intercâmbio com as outras escolas e CRE’s parceiras, visando garantir a continuidade do trabalho desenvolvido em 2008.
Além disso, os alunos e professores também terão a possibilidade de fazer visitações em bibliotecas públicas e espaços comunitários de acesso à leitura.
Visando Culminar esse projeto no final da fase E, os educandos serão orientados pelos professores a produzirem um livro coletivo por escola onde irão constar as histórias e ilustrações criadas pelos alunos para apreciação pública.
PÚBLICO ALVO DO PROJETO CONTADORES DE HISTÓRIA
Todos os alunos do 4º e 5º ano de escolarização das Unidades Escolares envolvidas e seus respectivos professores.
LOCALIZAÇÃO E ABRANGÊNCIA DO PROJETO CONTADORES DE HISTÓRIA
O Projeto Contadores de História, implantado no ano de 2008 contemplou inicialmente três unidades, a partir deste ano ampliará suas ações para um total de quatorze escolas.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS DO PROJETO CONTADORES DE HISTÓRIA
Estimular a compreensão do objeto livro como algo vivo, fonte inesgotável de experimentação, conhecimento e lazer;
Exercitar a expressividade plástica e literária;
Aperfeiçoar o pensamento lógico e ampliar o poder de comunicação;
Ampliar o conhecimento acerca da diversidade literária;
Proporcionar intercâmbio entre as Unidades Escolares desta Regional e da CRE Liberdade;
Incentivar o hábito da leitura como mecanismo de conhecimento.
Promover através de histórias e contos africanos e indígenas reflexões sobre a identidade sócio-cultural dos educandos das Escolas Municipais desta Regional.
Construir um núcleo de intercâmbio de educandos “contadores de história”, buscando desenvolver através da arte de contar e recontar quatro grandes movimentos: a fantasia, o escape, o prazer, oportunizando encantamento dentro e fora da escola.
Envolver as famílias dos educandos no processo de estímulo à leitura.
OBJETIVO GERAL DO PROJETO CONTADORES DE HISTÓRIA
Proporcionar práticas de leitura dentro e fora do ambiente escolar, incentivando nos educandos o hábito e o prazer pela leitura através da contação de histórias.
JUSTIFICATIVA DO PROJETO CONTADORES DE HISTÓRIA
No contexto atual da Educação, um dos maiores desafios enfrentados pelas instituições e estabelecimentos de ensino, educadores e teóricos em geral é combater o decrescente interesse do aluno pela leitura e consequentemente, pela produção escrita. Fazer da leitura um hábito, só depende de estímulo. O segredo é fazer do livro algo atraente para o leitor que ainda está se familiarizando com as palavras. Tendo em vista que o ano de 2008 foi instituído a Ano Municipal da Alfabetização através do Decreto Lei 17.649/07 assinado pelo então Prefeito da Cidade do Salvador João Henrique Carneiro, podemos suscitar a importância sócio-cultural deste projeto.
Um dos fatores mais importantes na formação do cidadão é a sua capacidade de aprender e se apropriar de conceitos e conteúdos que orientarão suas ações durante toda a vida. O acesso ao universo de informação disponível e a elaboração da linguagem escrita são premissas para os cidadãos exercerem seus direitos e deveres de forma mais ativa. Incentivar os educandos para a descoberta do prazer que a leitura proporciona visando formar leitores competentes é um dos principais objetivos dos parâmetros Curriculares Nacionais.
De acordo com Vygotsky a experiência da linguagem, e da leitura especialmente, não é solitária, é um produto construído na interação em que os participantes atuam de forma ativa. Todo o percurso de aquisição, desenvolvimento, construção da linguagem se inicia na interação social para então realizar-se, consolidar-se no interior do indivíduo, ou seja, internalizar-se. È assim, nesse movimento do social para o individual, pela mediação do outro, que surgem o pensamento abstrato, a memorização, a atenção voluntária, o comportamento intencional, as ações conscientemente controladas, a generalização, as associações, o planejamento, as comparações, ou seja, as funções superiores da mente.
Por ser assim tão complexa, a leitura nem sempre é um procedimento fácil. Ela não se esgota no momento em que se lê, mas se expande por todo o processo de compreensão que antecede o texto, explora-lhe as possibilidades e prolonga-lhe o funcionamento para depois da leitura propriamente dita, invadindo a vida e o convívio com o outro.
A prática da leitura se faz presente em nossa vida desde o momento em que começamos a compreender o mundo à nossa volta. No constante desejo de decifrar e interpretar o sentido das coisas que nos cercam, de perceber o mundo sob diversas perspectivas, de relacionar a realidade ficcional com a que vivemos, no contato com o livro, enfim, em todos estes casos estamos de certa forma lendo, embora muitas vezes, não nos demos conta.
Segundo Leonardo Boff, cada um lê aos olhos que tem. E interpretam onde os pés pisam. Todo ponto de vista é a vista de um ponto. Para entender o que alguém lê, é necessário saber como são seus olhos e qual é a sua visão de mundo. Isto faz da leitura sempre uma releitura. Sendo assim, fica evidente que cada leitor é co-autor.
Ao refletirmos sobre a importância da leitura e a relação entre leitor e texto, percebemos que ler é, acima de tudo, compreender. E para que isso aconteça, além dos processos cognitivos da leitura (inferência, antecipação, conhecimentos prévios dentre outros), é preciso que o leitor esteja comprometido com a leitura. Ele precisa manter um posicionamento crítico sobre o que lê e estabelecer um vínculo afetivo com o objeto de leitura. Quando isso acontece, o leitor se projeta no texto, levando para dentro dele toda sua vivência pessoal, com suas emoções, expectativas, seus preconceitos, etc., e assim consegue ser tocado pela leitura.
O único limite para a amplidão da leitura é a imaginação do leitor. É ele mesmo quem constrói as imagens acerca do que está lendo. Por isso ela se revela como uma atividade extremamente frutífera e prazerosa. Através dessa leitura pelo prazer, adquirimos mais conhecimento e cultura, o que nos dá maior capacidade de compreensão do eu, de diálogo com o outro, nos preparando melhor para a vida. Assim, o estímulo à leitura, é concebido como poderosa ferramenta de inclusão social.
APRESENTAÇÃO DO PROJETO CONTADORES DE HISTÓRIA
O projeto Contadores de História será desenvolvido com o propósito de intensificar as práticas de leitura dentro e fora do ambiente escolar, proporcionando discussões que consolidem estratégias pedagógicas reais, utilizando a leitura como um mecanismo de conhecimento e consolidação da identidade cultural, elemento essencial para a ampliação da leitura de mundo, atuação e transformação pessoal. No primeiro ano de implantação do projeto contemplamos apenas três Unidades Escolares, porém como era previsto iremos contemplar a partir de agora quatorze unidades escolares.
É nessa perspectiva de valorização das práticas de leitura dentro e fora do ambiente escolar e conscientes da responsabilidade social de todos os segmentos da sociedade que a CRE Subúrbio I está desenvolvendo o Projeto Contadores de História que irá contemplar inicialmente três Unidades Escolares desta Regional (Escola Catarina Paraguaçu, Escola Municipal de Itacaranha Manoel Faustino e Escola Cristóvão Ferreira), buscando proporcionar entretenimento e incentivar o hábito da leitura pelo prazer. Este ano, o Projeto foi expandido e abrangerá além das três unidades já participantes mais onze escolas desta CRE são elas : Santa Luzia, São Roque do Lobato, Eufrosina Miranda, Municipal de Plataforma, São Braz, Úrsula Catarino, Esther Félix, Antonio Pithon, Santo Antonio das Malvinas, Cidade de Itabuna e Paulo Mendes de Aguiar. O presente projeto ampliará as ações já desenvolvidas pelos educadores e educandos das escolas municipais supracitadas, viabilizando a atividade leitora, atrelando a interação entre objeto (livro) e os sujeitos cognoscentes (educandos/educadores) através do desejo e do prazer.
No intuito de consolidarmos o Projeto Contadores de História iremos contar com o apoio de alguns parceiros a exemplo do Sofia Centro de Estudos cujo espaço possui a biblioteca comunitária Paulo Freire e a CRE Liberdade.
terça-feira, 9 de março de 2010
POESIA NA ESCOLA. 12 RECEITAS DO PROFESSOR JEOSEFÁ.
A poesia da poesia
Ingredientes:
1. Uma turma alfabetizada da séries iniciais do ensino fundamental.
2. Livros de poemas, com destaque para autores da literatura brasileira e portuguesa.
3. Caderno lápis e borracha
Como fazer:
1. Distribuir um livro de poemas para cada aluno.
2. Orientar que cada um encontre um livro de poemas que goste. ( Não se deve subestimar a criança. Desde que seja selecionado pelo professor livros adequados, a criança saberá localizar os textos adequados á sua faixa etária e ás suas experiências de vida e de linguagem.)
3. Organizar a turma em grupos.
4. Orientar que cada aluno apresente aos colegas de grupo suas escolhas, por meio de leitura oral e argumentação.
5. Cada grupo organiza uma antologia de poemas a partir de suas escolhas e seus membros. essa antologia pode ser manuscrita, digitada em computador ou produzida, sob orientação do professor, por outro meio adequado aos objetivos da situação de aprendizagem em destaque.
6. As antologias ou cópias delas são postas em circulação na sala de aula, para que cada aluno leia a maior quantidade delas.
Sugestão:
A produção do caderno que servirá de suporte para os poemas coletados pelos alunos, embora não seja objetivo principal da aprendizagem aqui proposta constitui fase trabalhosa e importante que, se for subestimada, terá como resultado volumes feios, sem atrativos e que serão abandonados pelas crianças na primeira oportunidade. Mais vale uma coleta menor de poemas, com maior planejamento e capricho na produção do caderno, do que a coleta de uma exagerada quantidade de poemas por um grupo cujo o resultado frustre o olhar e o empenho de seus autores.
Planejar a montagem do caderno é o segredo. Vamos a alguns passos:
- Reservar espaço na capa para o título que os alunos darão á antologia e para o nome dos alunos do grupo.
-Numerar as folhas do caderno de poemas.
- Reservar folha inicial para o índice do volume, no qual constatarão: título do poema, nome do autor do poema e número da página do caderno em que o poema se encontra.
- Reservar uma folha para que o grupo explique como fez a seleção dos poemas e como organizou o caderno.
- A antologia pode ser de: a) poemas de um só poeta ou b) poemas de vários poetas. No caso "a", os poemas de um mesmo autor devem ser agrupados em uma seqüência que faça sentido: pode ser temática ( poemas de amor, de saudade etc), pode ser de acordo com a forma ( sonetos, cantigas, trovas, entre outras.). No caso "b"os poemas de vários autores não podem ficar misturados: devem ser agrupados em partes reservadas para cada um.
- Seja a antologia organizada por autores, seja ela disposta por temas ou formas dos poemas, conviria manter ordem alfabética de títulos e autores, para se facilitas a consulta.
Dica:
Não se pode achar que uma atividade como essa vá durar apenas uma aula ou mesmo um dia de aula: é preciso paciência para que os trabalhos sejam bem realizados e para que tanto a leitura quanto a produção das antologias "não pesem sobre as crianças como fardo ou uma como uma assombração", o que terá feito efeito inverso ao pretendido, pois elas passarão a odiar a poesia.
Antes que as crianças se lancem a produção de seus cadernos de poesia, seria conveniente que o professor tomasse algumas antologias publicadas por editoras reconhecidas e explicasse, da primeira á ultima parte, como elas são organizadas: capa, folha de rosto, orelhas, quarta capa ( também chamada de contracapa), índice, prefácio - ás vezes a bibliografia ao final - caso haja, subdivisões das obras e suas lógicas etc.
Se você achou que essa receita é um pouco salgada, adapte, simplifique, reduza as porções, mas não subestime o paladar das crianças - que sempre surpreendem os adultos. Porém, tente, não deixe de tentar, pois já dizia o poeta, tendo em mente outras coisas mais salgadas:
Ó mar salgado
Quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal! (...)
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Fernando Pessoa, "Mar Portuguez". Mensagem.
Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1981
quarta-feira, 3 de março de 2010
Recomeçar
Em que momento da vida você cansou...
O que importa é que sempre é possível e necessário recomeçar
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo...
É renovar as esperanças na vida, e o mais importante...
Acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período?
Foi aprendizado...
Chorou muito?
Foi limpeza da alma...
Ficou com raiva das pessoas?
Foi para perdoa-las um dia...
Sentiu-se só por diversas vezes?
É porque fechaste a porta até para os anjos...
Acreditou em tudo que estava perdido?
Era o início de tua melhora...
Onde quer chegar?
Ir alto?
Sonhe alto...
Queira o melhor do melhor...
Se pensamos pequeno..
Coisas pequenas teremos..
Mas se desejarmos fortemente o melhor, e principalmente lutarmos pelo melhor...
O melhor vai se instalar em nossa vida.
Porque sou do tamanho daquilo que vejo,
e não do tamanho da minha altura.
